Filha bem-resolvida, mãe neurótica?

Não adianta. Não sou mesmo o que chamam por aí de mãe tradicional. Descobri isso ao perceber que não ficava muito tempo divagando sobre mamadas, fraldas, o melhor bloqueador solar, etc. De qualquer maneira, não me culpo tanto por isso, pois minha mãe não foi nem um pouco tradicional na minha criação e acho que tive uma ótima infância e adolescência. Rafaella, por sua vez, também parece ter herdado isso da mãe e da avó. É muito bem resolvida e vive feliz no meio de toda essa confusão.

Lembro que quando a pediatra me perguntava “qual é a cor do cocô do seu neném?” eu pensava comigo mesma “Ai, meu deus, é…cor de cocô?” Algumas mães também eram mestres em me fazer perguntas difíceis como “Quando você dá abóbora amassadinha com chuchu e um pouquiiiiiinho de batata para sua filha, ela fica com muito sono depois?” E eu me descabelava me achando a pior das mães por não lembrar como ela agia depois da papinha.

Quando Rafaella tinha 6 meses, resolvi estudar para ingressar no Mestrado. Daquela época tenho a lembrança do bebê-conforto dela indo de um lado para o outro, só dava para ver os pézinhos agitados para fora. Se ela tinha que ir para a minha mãe, ia feliz, se era para a minha sogra, ia feliz, se era para viajar com minhas tias, ia feliz. Sempre feliz! :)

Todos os meses que passamos separadas quando eu tinha que ir à Itália também a deixaram mais “escolada”. Minha filha cresceu recebendo de mim todo o amor do mundo. E eu sei que ela sabe desse amor, que tem certeza de ser a coisa mais importante na minha vida, mas a mamãe aqui tem que aguentar os resultados dessa “bem-resolvice” da filha.

Agora ela está com mania de colégio interno por causa de um desenho animado chamado Madelaine, cuja personagem principal vive em um internato em Paris e, brincando sobre a possibilidade (na imaginaçãozinha dela, claro) de ir para um colégio desses, eu falei “Ai, Raffy, mas não vai dar! A mamãe vai morrer de saudades de você, filhinha!” e ela:  “Ora, mamãe! Vem me visitar uma vez por ano que já está bom!”   :S

Não precisa nem dizer o quão neurótica eu fiquei com isso, né? “Ai, meu deus, minha filha não sente saudade de mim!”, “Ela só quer me ver uma vez por ano!”, “A papinha de chuchú! Eu devia ter prestado mais atenção!”, e por aí vai…   :D

3 Comments

  1. Clarissa
    Posted 22/10/09 at 7:39 pm | Permalink | Responder

    Eu realmente preciso conhecer essa peça chamada Rafaella!

  2. soninharivello
    Posted 22/10/09 at 8:06 pm | Permalink | Responder

    Filha amada! Está cada vez escrevendo melhor!
    Lembre-se de que filho precisa é de Amor, sempre1
    beijos!

  3. Helo
    Posted 22/10/09 at 9:19 pm | Permalink | Responder

    Neia, ADORO LER SEU BLOG!
    Vc deveria ter estudado jornalismo (aproveita que agora não precisa mais de curso superior em jornalismo para ser jornalista).
    Stella, relaxa, a Rafaella esta vendo um programinha de TV sobre um internato em PARIS, amiga como ela é chique! Ela não quer qualquer internato… ela quer Paris. :P
    Vc só tem que deixar a Doda e a minha mãe contar a realidade dos internatos no Brasil que ela desiste bem rapidinho.
    Beijos saudades

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