A vacância da doxa é o paradoxo da palavra

Nunca vou esquecer essa frase. Lembro como se fosse hoje de minha mãe com um livro do mestrado na mão lendo essa frase para mim e para minha irmã, que éramos crianças. Essa lembrança me fez filosofar sobre o peso das palavras, publicações, sobre as grandes abóboras acadêmicas que podemos ler durante nossa vida e dar tanta importância à elas. Nada contra a frase citada, mas ela me fez pensar nisso.

Sabe, às vezes me dá vontade de acordar as pessoas para um fato que pode passar despercebido à algumas: vida real, cristalina, sem hipocrisias. Meu objetivo com este blog não é dar aula de nada (ci mancherebbe altro), mas sim expressar um pouco do que eu sinto, do meu cotidiano. Acho que fatos mais simples podem ser contados também. Chega de “a vacância da doxa é o paradoxo da palavra“!

Vocês sabem que escrever aqui é como ir ao psiquiatra para mim? Acho ótimo. Fico feliz de tantas pessoas acessarem meu blog todos os dias. Eu não sei explicar como isso é possível, mas me traz uma energia boa.  Davvero.

Muitos acham que eu me exponho, que eu vou ter problemas com alguns posts, que isso, que aquilo, mas eu ainda faço parte do grupo de pessoas que acha que a vida não pode ser norteada por limitações. Não quero me podar. Acredito nas coisas simples da vida. E quem quiser me ver falando difícil, pode ler minha dissertação de mestrado ou se deliciar com meu Curriculum Lattes.
Aqui no blog não! Aqui a vacância da blogueira é o paradoxo do Lattes!  :)

2 Comments

  1. soniarivello
    Posted 28/08/09 at 5:38 pm | Permalink | Responder

    você é impagável, Stella

  2. Posted 01/09/09 at 1:42 pm | Permalink | Responder

    Para mim o fato de as pessoas terem tanto receio de “se expor” tem a ver com o enorme egocentrismo que está tomando conta da humanidade. Ninguém dá a cara a bater, ninguém arrisca, ninguém inventa, fica todo mundo com cara de foto de orkut numa pseudo perfeição simplesmente insuportável. Fico triste de ver como diminui a cada dia minha espontaneidade, minha criatividade, porque me sinto bloqueada diante de pessoas tão “reservadas”. Beijo Stella!

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