Para esquecer, é preciso lembrar

A frase título desse post é da psicanalista Ma Helena Salerne. Para mim, ela tem toda a razão.
Ontem, lendo a revista Bons Fluidos, deparei-me com uma reportagem sobre o nosso comportamento em relação à memória e gostei. Lembrei que se algo me causava sofrimento, eu conversava com meu psiquiatra. Digo “conversava”(no passado) porque de tanto discutir coisas que me incomodavam, percebi que elas não me incomodavam mais, já tinham feito as malas para a Cochinchina. Dessa maneira, pude abrir espaço para ser mais feliz sem que lembranças pseudo deletadas ficassem me rondando. Por isso, temos que lembrar para poder esquecer. É preciso coragem, paciência, convicção.

Quem de nós  já não quis, em algum momento da vida, apagar completamente uma situação, uma pessoa, um fato? Acho que todos. Já existe até droga prometendo dar aquela “apagada básica” na memória, mas de que adiantaria? Imagine você passar por situações dolorosas, aprender com elas e depois apagar tudo! Seria lamentável, como conta a reportagem. Eu concordo. Não apagar situações que me causaram dor fez com que eu aprendesse muito, que eu crescesse.
Vou colocar um pedacinho do que eu li aqui:

“Mais do que fazer as pazes com o passado, esse processo permite que sejamos menos severos conosco, do momento presente em diante. Isso significa respeitar nossos limites, nos perdoar por nossas falhas e pelas dos outros, sair da posição de vítima e se livrar do ressentimento”

Não é maravilhoso? (mas se eu pudesse, bem que eliminaria a música “faroeste caboclo”)  :D

One Comment

  1. soniarivello
    Posted 17/08/09 at 1:36 pm | Permalink | Responder

    Minha filha, tenho muito orgulho de vc!

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